segunda-feira, junho 07, 2010


Há algum tempo assisti a um filme chamado "Alguém como você". É um filme (meio bobo) baseado na novela de Laura Zigman (Animal Husbandry - no Brasil: A Lei da Fazenda). O livro trata sobre a teoria da "Vaca Nova".

A Teoria da Vaca Nova nasceu de um coração partido. Surgiu a partir da analogia entre o comportamento masculino e um estudo sobre as preferências do acasalamento dos bois. Primeiro davam ao boi uma vaca. Acasalavam. No dia seguinte, davam a mesma vaca ao boi. O boi já não estava interessado. Queria uma Vaca Nova e esta já estava "pra lá" de velha. Para tentar enganar o boi, os cientistas recorreram a um truque: besuntaram a Vaca Velha com o cheiro da Vaca Nova. Mas o boi não era bobo - sabia que aquela era a Vaca Velha. A partir daí, o boi só se interessaria por uma Vaca Nova - nasce um ciclo.

Essa teoria foi escrita direatamente para aquelas mulheres que se sentem solitárias. Ou melhor: aquelas mulheres que levaram "aquele" pé na bunda. É uma forma da mulher justificar sua frustração diante de um relacionamento que não deu certo, jogando cinquenta mil pedras e culpa em cima do cara que não quis nada com ela. O cara, sinceramente, pode ser um canalha. Ou ela pode ser tão egocêntrica que não permitiu que o relacionamento fluísse (lembrando: a palavra relacionamento está semanticamente ligada a pelo menos uma interação entre duas pessoas... não existe relacionamento com uma pessoa só). Ou realmente não deu certo porque não deu certo. Mas a mulher geralmente tende a achar que ela faz tudo certo e que o cara é o vilão. Às vezes sim, às vezes não. Não há estatística e ninguém é santo. Mas vamos e convenhamos: usar a Teoria da Vaca Nova para justificar frustrações e rejeições amorosas não é, de longe, a resposta para seguir em frente uma vida emocional equilibrada. E do outro lado da balança, também não é nada inteligente ficarmos nos culpando por tudo aquilo achamos que fizemos errado. Será por que, muitas vezes, ficamos amarradas à imagem da paixão que nos escapou por entre os dedos? Será por que o que nunca podemos ter é especial? Que tal, no lugar disso tudo, repararmos nas possibilidades que realmente estão em nossa frente?

Essa Teoria da Vaca Nova já passou, com 100% de certeza, na cabeça de todas as mulheres que já levaram um fora (ou seja, pouco mais de 50% da população mundial). Um coração partido "tenta" racionalizar a perda de várias formas. E a forma mais irracional e plausível de resposta para essa situação é acreditar que o instinto filha da puta do homem fala mais alto, enquanto a pobre mulher sofre a falta de amor e romantismo.


A complexidade de um relacionamento é imensa. Sua base não está em um comportamento animal relacionado à pecuária. Lembrem-se: homens são apaixonados por mulheres. Não vivem sem elas. Vivem por elas. Lembram da música do Ultrage à Rigor, "Eu gosto de mulher"? Pois é...

"Vou te contar o que me faz andar
Se não é por mulher, não saio nem do lugar
Eu já não tento nem disfarçar
Que tudo que eu me meto é só pra impressionar"

Pra terminar, um pensamento grego: O homem pode ser a cabeça da casa. Mas a mulher é o pescoço. E o pescoço vira a cabeça pro lado que quiser.

Um comentário:

  1. Ótima iniciativa! Texto pertinente aos dias de hoje. Abração!

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